O Bruno postou ontem um vídeo no vlog dele falando do "Moving Pictures" e agora eu vou falar de outro disco dessa banda que é uma das mais influentes de toda a música, a "santíssima trindade do rock", RUSH!
Não vou escrever uma biografia muito detalhada deles, só falar que é uma banda canadense formada em 1968 pelo baixista Geddy Lee, o guitarrista Alex Lifeson e o baterista John Rutsey. Depois do primeiro disco deles, "Rush", John saiu da banda devido a motivos de saúde e no lugar dele entrou o mundialmente conhecido, o "The Professor", Neil Peart, e desde então a banda vem lançando pérola atrás de pérola, todas merecedoras de um espaço nesse blog..mas temos muitos outros discos pra postar aqui xD.
Nesse post vou falar sobre um disco deles lançado em 1987, quando a banda estava no auge de sua fase "eletrônica" e abusavam dos teclados e sintetizadores (coisa que não agradava nadinha ao guitarrista Alex Lifeson). Essa fase é considerada por muitas pessoas a melhor de suas carreiras, mas outra grande parte dos fãs acham essa fase absurdamente insuportável e preferem a fase mais pesada e "crua" da banda. Eu, pessoalmente, acho que tudo o que eles fazem é incrivelmente foda e merecem destaque igualmente.
Na primeira faixa, "Force Ten", você começa ouvindo sons de britadeiras e de trabalhadores em uma obra, logo a música começa com a voz aguda de Geddy e um baixo continuo (que permanece por todos os versos) e no refrão há uma parada onde escuta somente sintetizadores ao fundo, a voz de Lee em primeiro plano e Neil marcando o tempo.A música, como em todo o albúm, tem um ar 100% anos 80 por causa dos sintetizadores e da guitarra com efeitos, uma ótima música do albúm.
O albúm tem continuação com uma das mais bonitas músicas do albúm e um dos maiores sucessos do Rush, "Time Stand Still', que abre com um riff muito marcante e ao mesmo tempo bem tranquilizante de Alex na guitarra. Nessa faixa temos o uso de sintetizadores reduzido e a guitarra é que prevalece durante ela. O refrão é maravilhoso, Geddy divide os vocais com uma voz feminina (que ainda não descobri quem é) e que dá um toque lindo e bem original na música, a letra também não deixa nada a desejar nesse clássico do disco.
"Open Secrets" tem uma introdução instrumental muito bem feita, com o baixo de Geddy em evidência com suas linhas impossíveis de serem copiadas, nessa música, que não é uma das mais conhecidas mas não deixa de ser ótima, os sintetizadores voltam ao fundo para irritar Alex um pouco mais hahahaha.
O disco segue com a calma "Second Nature" e logo depois temos "Prime Mover" que conseguiu nivelar sintetizadores, guitarra, baixo, bateria e o peso de modo incrível, uma melodia maravilhosa e fascinante e é difícil acreditar que só 3 caras fizeram isso.
"Lock and Key" tem uma abertura bem interessante de sintetizadores, acredito eu, e tem novamente um equilíbrio bem legal, mas vou pular pra uma das melhores do disco, "Mission" começa com um orgão tocando e entra a voz de Geddy Lee cantando bem suavemente até que a banda inteira entra junta e aí é só aproveitar a junção dos mestres, a bateria nessa música tem um peso muito legal e casa com o baixo muito bem, a guitarra nessa música faz algumas frases na maior parte, mas nas horas que Alex entra com a base, ela tem um peso bem forte junto com o sintetizador e o que se sobressai mesmo é o baixo de um modo bem sutil. O solo que fecha a música, apesar de curto, é muito marcante e é bonito pra cacete..uma pena que não fosse mais longo.
Agora vem a minha preferida do disco, ainda mais para um baixista. "Turn The Page" começa com o baixista/vocalista fazendo acordes no instrumento e a música entra com sintetizadores, guitarra e bateria tudo junto e, quando a voz entra, a única coisa que você consegue perceber é na linha impecável que Lee criou no baixo para essa música, o refrão da música martela na sua cabeça de modo incessante e no final a música começa a dar uma acelerada e acaba subitamente, fazendo você coloca-la para ouvir mais umas 3 vezes.
'Tai Shan" começa com um ar todo chinês e a música se revela mais tranquila e acho que é a mais "parada" do albúm, com muuuitos sintetizadores (deve ser a que eles mais usaram também), a guitarra só aparece para fazer as bases, assim como baixo e só a bateria toca durante a música inteira. Se você ouvir essa música deitado, você certamente dormirá! hahaha.
O disco fecha com "High Water" que tem uma introdução mais demorada, mas nada muito "progressivo", segue o mesmo estilo de "Tai Shan" só que sem aquele toque oriental, a guitarra base tem bem mais espaço nessa música e vem com um peso bem interessante e fecha esse que, para muitos, é um dos grandes discos do Rush.
Download Do Disco
Abraços Obesos.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Rush - Hold Your Fire (1987)
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Tom Jobim - Passarim (1987)
"Passarim quis pousar, não deu, voooou.."
Com esse verso que começa um dos discos mais marcantes da carreira do monstro, do gênio, do professor, do bohêmio, do nosso maestro soberano Tom Jobim e da nossa música, um albúm elegante,requintado, belo e ao mesmo tempo popular, relaxante, largado e alto astral em todas as canções.
Nesse albúm lançado em 1987, Tom já era um compositor consagrado no Brasil e no mundo, então pode fazer esse albúm sem medo de críticas severas, e acho que ele e toda a banda imaginavam que se tratava de um disco que seria referência quando se fala de bossa nova e música brasileira.
O clássico abre com outro clássico, "Passarim", música cheia de backing vocals femininos (parentes de Tom) que dão um ar muito de "infância" e nostalgia na música (pelo menos em mim). Tom era um amante assumido da natureza e frequentador assíduo do Jardim Botânico, no Rio, e compôs "Passarim" ( e tantas outras) como um protesto e homenagem à natureza.
O clima alegre e calmo prevalece em todo o disco e pode-se perceber isso na faixa seguinte, "Bebel" que começa com a voz grave e rouca e Tom Jobim e um backing vocal bem leve ao fundo. "Bebel" tem um ar de amante apaixonado típico da bossa e com um instrumental incrível e letra maravilhosa de Tom.
As vocalistas começam a cantar "Borzeguim" que tem uma batida que mescla entre o samba, a bossa e outros ritmos brasileiros, tudo feito principalmente pelo triângulo!
O disco segue com a minha preferida, "Anos Dourados", cantada por ninguém menos que o mestre Chico Buarque De Hollanda. Essa parcerial monstruosa e ao mesmo tempo incrívelmente linda é um dos marcos do disco. A canção foi tema da minissérie Anos Dourados, que foi ar pela Rede Globo pela primeira vez em 1986. Uma curiosidade engraçada sobre a música: Tom Jobim ficou encarregado de fazer a música enquanto Chico ficaria com a letra dela e ambos deveriam entregar a coisa completa um mês antes da série ir ao ar, mas as coisas não foram assim. Tom conseguiu terminar a música a tempo e entregou-a no prazo, mas Chico aparentemente se enrolou com as compromissos, discos, shows, bebedeiras e etc e só entregou a letra um mês DEPOIS que a minissérie já havia acabado. Resultado: Na abertura do programa era tocado apenas a versão instrumental e só nos relançamentos posteriores é que colocaram a versão completa.
"Isabella" e "Fascinatin' Rythym" tem as suas letras em inglês e no mesmo estilo do resto do disco, alegre, descontraído, calmo e elegante e com os vocais feminimos muito bem afinados e que dão mais um ar fino ao albúm. As batidas de bossa ficam mais destacadas em algumas canções, em "Fascinatin' Rythym" você consegue perceber isso. Chansong começa com o instrumental e vocais feminimos característicos, quando Tom entra com a voz (em inglês também) e piano, a atmosfera muda um pouco e você consegue perceber a mescla entre bossa e jazz que faltava no disco. "My life is such a mess, let´s have a Brahma" haha..
"Samba Do Soho" tem uma levada bem mais do samba e com letra e vocais de Paulo Jobim.
Os vocais femininos continuam nesse samba aprimorado e elas casam melhor ainda com o estilo que está sendo tocado, há ainda solos de violoncelo, arranjos belíssimos na flauta e um clima bem reconfortante.
"Luiza" chega com seu piano melancólico e a voz de Tom prevalece nessa música que tem um cenário mais triste, mas, por incrível que pareça, você consegue sentir a tranquilidade e alegria de Tom ao gravar esse disco, não sei explicar isso, posso estar falando bobagem pura mas é o que eu sinto ouvindo ela.
Danilo Caymmi canta "Brasil Nativo" com sua voz grave e marcante que dá um toque marcante na música e no disco em si, em mais uma música com vocais femininos (mais graves dessa vez) e uma levada que mistura de novo samba e bossa.
As mulheres puxam "Gabriela" que vem para fechar o disco de forma surpreendente e se você não ouvir ele pelo menos mais uma vez cada música durante o dia, você não vai conseguir dormir direito (sério) e se você não gostou do disco e de nenhuma música que contém nele, então você pode bater o seu ouvido em cima de uma faca de cozinha repetidas vezes, porque você não merece ouvir mais nada!! (mais sério ainda hahahaha)
Download Do Disco
Abraços Obesos!
Com esse verso que começa um dos discos mais marcantes da carreira do monstro, do gênio, do professor, do bohêmio, do nosso maestro soberano Tom Jobim e da nossa música, um albúm elegante,requintado, belo e ao mesmo tempo popular, relaxante, largado e alto astral em todas as canções.
Nesse albúm lançado em 1987, Tom já era um compositor consagrado no Brasil e no mundo, então pode fazer esse albúm sem medo de críticas severas, e acho que ele e toda a banda imaginavam que se tratava de um disco que seria referência quando se fala de bossa nova e música brasileira.
O clássico abre com outro clássico, "Passarim", música cheia de backing vocals femininos (parentes de Tom) que dão um ar muito de "infância" e nostalgia na música (pelo menos em mim). Tom era um amante assumido da natureza e frequentador assíduo do Jardim Botânico, no Rio, e compôs "Passarim" ( e tantas outras) como um protesto e homenagem à natureza.
O clima alegre e calmo prevalece em todo o disco e pode-se perceber isso na faixa seguinte, "Bebel" que começa com a voz grave e rouca e Tom Jobim e um backing vocal bem leve ao fundo. "Bebel" tem um ar de amante apaixonado típico da bossa e com um instrumental incrível e letra maravilhosa de Tom.
As vocalistas começam a cantar "Borzeguim" que tem uma batida que mescla entre o samba, a bossa e outros ritmos brasileiros, tudo feito principalmente pelo triângulo!
O disco segue com a minha preferida, "Anos Dourados", cantada por ninguém menos que o mestre Chico Buarque De Hollanda. Essa parcerial monstruosa e ao mesmo tempo incrívelmente linda é um dos marcos do disco. A canção foi tema da minissérie Anos Dourados, que foi ar pela Rede Globo pela primeira vez em 1986. Uma curiosidade engraçada sobre a música: Tom Jobim ficou encarregado de fazer a música enquanto Chico ficaria com a letra dela e ambos deveriam entregar a coisa completa um mês antes da série ir ao ar, mas as coisas não foram assim. Tom conseguiu terminar a música a tempo e entregou-a no prazo, mas Chico aparentemente se enrolou com as compromissos, discos, shows, bebedeiras e etc e só entregou a letra um mês DEPOIS que a minissérie já havia acabado. Resultado: Na abertura do programa era tocado apenas a versão instrumental e só nos relançamentos posteriores é que colocaram a versão completa.
"Isabella" e "Fascinatin' Rythym" tem as suas letras em inglês e no mesmo estilo do resto do disco, alegre, descontraído, calmo e elegante e com os vocais feminimos muito bem afinados e que dão mais um ar fino ao albúm. As batidas de bossa ficam mais destacadas em algumas canções, em "Fascinatin' Rythym" você consegue perceber isso. Chansong começa com o instrumental e vocais feminimos característicos, quando Tom entra com a voz (em inglês também) e piano, a atmosfera muda um pouco e você consegue perceber a mescla entre bossa e jazz que faltava no disco. "My life is such a mess, let´s have a Brahma" haha..
"Samba Do Soho" tem uma levada bem mais do samba e com letra e vocais de Paulo Jobim.
Os vocais femininos continuam nesse samba aprimorado e elas casam melhor ainda com o estilo que está sendo tocado, há ainda solos de violoncelo, arranjos belíssimos na flauta e um clima bem reconfortante.
"Luiza" chega com seu piano melancólico e a voz de Tom prevalece nessa música que tem um cenário mais triste, mas, por incrível que pareça, você consegue sentir a tranquilidade e alegria de Tom ao gravar esse disco, não sei explicar isso, posso estar falando bobagem pura mas é o que eu sinto ouvindo ela.
Danilo Caymmi canta "Brasil Nativo" com sua voz grave e marcante que dá um toque marcante na música e no disco em si, em mais uma música com vocais femininos (mais graves dessa vez) e uma levada que mistura de novo samba e bossa.
As mulheres puxam "Gabriela" que vem para fechar o disco de forma surpreendente e se você não ouvir ele pelo menos mais uma vez cada música durante o dia, você não vai conseguir dormir direito (sério) e se você não gostou do disco e de nenhuma música que contém nele, então você pode bater o seu ouvido em cima de uma faca de cozinha repetidas vezes, porque você não merece ouvir mais nada!! (mais sério ainda hahahaha)
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sábado, 2 de outubro de 2010
[Vídeo] Novos Baianos - O Samba De Minha Terra
Uma das mais incríveis bandas do Brasil e que hoje em dia já está começando a cair em esquecimento pela grande maioria, sinto orgulho e vergonha ao mesmo tempo disso, orgulho por saber que uma banda dessas veio do meu país e vergonha de ter que explicar pra alguém quem eles foram quando me perguntam quem são os Novos Baianos..é realmente triste.
Fica ae pra vocês uma versão que eles fizeram para a música "O Samba De Minha Terra" do grande Dorival Caymmi que a escreveu inspirado nos sambas de roda da Bahia.
Abraços Obesos
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