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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
[Vídeo] Chico Buarque - Tanto Mar
Estou colocando outro vídeo aqui no blog, um que eu estava querendo postar já fazia um tempo e sempre acabava me esquecendo ou adiando.
Bom, como nunca havia postado nada do Chico aqui no blog, achei que já tinha passado da hora de fazê-lo.
O vídeo é de sua música "Tanto Mar", música que Chico Buarque compôs para homenagear a Revolução dos Cravos, que ocorreu em 25 de abril de 1974, em Portugal, revolução que pôs fim ao regime ditatorial que estava no poder desde 1933.
A música foi censurado nos dois países, Brasil e Portugal..já que falava de uma revolução social que, de fato, havia dado certo, mas que ao final não resultou em absolutamente nada, já que os que tomaram o poder acabaram fazendo o mesmo que os seus antecessores e a revolução "acabou mudando de caminho", usando as palavras do músico.
Em conta desses dois fatos que escrevi acima, Chico Buarque decidiu alterar a letra da música, para tentar projetar uma imagem do presente e do futuro de Portugal após esse acontecimento histórico.
Mas nem preciso mais tentar explicar história, já que antes da música o próprio Chico conta um pouco da história da revolução e da composição.
Abraços obesos.
"Manda urgentemente algum cheirinho de alecrim"
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Tom Jobim - Passarim (1987)
"Passarim quis pousar, não deu, voooou.."
Com esse verso que começa um dos discos mais marcantes da carreira do monstro, do gênio, do professor, do bohêmio, do nosso maestro soberano Tom Jobim e da nossa música, um albúm elegante,requintado, belo e ao mesmo tempo popular, relaxante, largado e alto astral em todas as canções.
Nesse albúm lançado em 1987, Tom já era um compositor consagrado no Brasil e no mundo, então pode fazer esse albúm sem medo de críticas severas, e acho que ele e toda a banda imaginavam que se tratava de um disco que seria referência quando se fala de bossa nova e música brasileira.
O clássico abre com outro clássico, "Passarim", música cheia de backing vocals femininos (parentes de Tom) que dão um ar muito de "infância" e nostalgia na música (pelo menos em mim). Tom era um amante assumido da natureza e frequentador assíduo do Jardim Botânico, no Rio, e compôs "Passarim" ( e tantas outras) como um protesto e homenagem à natureza.
O clima alegre e calmo prevalece em todo o disco e pode-se perceber isso na faixa seguinte, "Bebel" que começa com a voz grave e rouca e Tom Jobim e um backing vocal bem leve ao fundo. "Bebel" tem um ar de amante apaixonado típico da bossa e com um instrumental incrível e letra maravilhosa de Tom.
As vocalistas começam a cantar "Borzeguim" que tem uma batida que mescla entre o samba, a bossa e outros ritmos brasileiros, tudo feito principalmente pelo triângulo!
O disco segue com a minha preferida, "Anos Dourados", cantada por ninguém menos que o mestre Chico Buarque De Hollanda. Essa parcerial monstruosa e ao mesmo tempo incrívelmente linda é um dos marcos do disco. A canção foi tema da minissérie Anos Dourados, que foi ar pela Rede Globo pela primeira vez em 1986. Uma curiosidade engraçada sobre a música: Tom Jobim ficou encarregado de fazer a música enquanto Chico ficaria com a letra dela e ambos deveriam entregar a coisa completa um mês antes da série ir ao ar, mas as coisas não foram assim. Tom conseguiu terminar a música a tempo e entregou-a no prazo, mas Chico aparentemente se enrolou com as compromissos, discos, shows, bebedeiras e etc e só entregou a letra um mês DEPOIS que a minissérie já havia acabado. Resultado: Na abertura do programa era tocado apenas a versão instrumental e só nos relançamentos posteriores é que colocaram a versão completa.
"Isabella" e "Fascinatin' Rythym" tem as suas letras em inglês e no mesmo estilo do resto do disco, alegre, descontraído, calmo e elegante e com os vocais feminimos muito bem afinados e que dão mais um ar fino ao albúm. As batidas de bossa ficam mais destacadas em algumas canções, em "Fascinatin' Rythym" você consegue perceber isso. Chansong começa com o instrumental e vocais feminimos característicos, quando Tom entra com a voz (em inglês também) e piano, a atmosfera muda um pouco e você consegue perceber a mescla entre bossa e jazz que faltava no disco. "My life is such a mess, let´s have a Brahma" haha..
"Samba Do Soho" tem uma levada bem mais do samba e com letra e vocais de Paulo Jobim.
Os vocais femininos continuam nesse samba aprimorado e elas casam melhor ainda com o estilo que está sendo tocado, há ainda solos de violoncelo, arranjos belíssimos na flauta e um clima bem reconfortante.
"Luiza" chega com seu piano melancólico e a voz de Tom prevalece nessa música que tem um cenário mais triste, mas, por incrível que pareça, você consegue sentir a tranquilidade e alegria de Tom ao gravar esse disco, não sei explicar isso, posso estar falando bobagem pura mas é o que eu sinto ouvindo ela.
Danilo Caymmi canta "Brasil Nativo" com sua voz grave e marcante que dá um toque marcante na música e no disco em si, em mais uma música com vocais femininos (mais graves dessa vez) e uma levada que mistura de novo samba e bossa.
As mulheres puxam "Gabriela" que vem para fechar o disco de forma surpreendente e se você não ouvir ele pelo menos mais uma vez cada música durante o dia, você não vai conseguir dormir direito (sério) e se você não gostou do disco e de nenhuma música que contém nele, então você pode bater o seu ouvido em cima de uma faca de cozinha repetidas vezes, porque você não merece ouvir mais nada!! (mais sério ainda hahahaha)
Download Do Disco
Abraços Obesos!
Com esse verso que começa um dos discos mais marcantes da carreira do monstro, do gênio, do professor, do bohêmio, do nosso maestro soberano Tom Jobim e da nossa música, um albúm elegante,requintado, belo e ao mesmo tempo popular, relaxante, largado e alto astral em todas as canções.
Nesse albúm lançado em 1987, Tom já era um compositor consagrado no Brasil e no mundo, então pode fazer esse albúm sem medo de críticas severas, e acho que ele e toda a banda imaginavam que se tratava de um disco que seria referência quando se fala de bossa nova e música brasileira.
O clássico abre com outro clássico, "Passarim", música cheia de backing vocals femininos (parentes de Tom) que dão um ar muito de "infância" e nostalgia na música (pelo menos em mim). Tom era um amante assumido da natureza e frequentador assíduo do Jardim Botânico, no Rio, e compôs "Passarim" ( e tantas outras) como um protesto e homenagem à natureza.
O clima alegre e calmo prevalece em todo o disco e pode-se perceber isso na faixa seguinte, "Bebel" que começa com a voz grave e rouca e Tom Jobim e um backing vocal bem leve ao fundo. "Bebel" tem um ar de amante apaixonado típico da bossa e com um instrumental incrível e letra maravilhosa de Tom.
As vocalistas começam a cantar "Borzeguim" que tem uma batida que mescla entre o samba, a bossa e outros ritmos brasileiros, tudo feito principalmente pelo triângulo!
O disco segue com a minha preferida, "Anos Dourados", cantada por ninguém menos que o mestre Chico Buarque De Hollanda. Essa parcerial monstruosa e ao mesmo tempo incrívelmente linda é um dos marcos do disco. A canção foi tema da minissérie Anos Dourados, que foi ar pela Rede Globo pela primeira vez em 1986. Uma curiosidade engraçada sobre a música: Tom Jobim ficou encarregado de fazer a música enquanto Chico ficaria com a letra dela e ambos deveriam entregar a coisa completa um mês antes da série ir ao ar, mas as coisas não foram assim. Tom conseguiu terminar a música a tempo e entregou-a no prazo, mas Chico aparentemente se enrolou com as compromissos, discos, shows, bebedeiras e etc e só entregou a letra um mês DEPOIS que a minissérie já havia acabado. Resultado: Na abertura do programa era tocado apenas a versão instrumental e só nos relançamentos posteriores é que colocaram a versão completa.
"Isabella" e "Fascinatin' Rythym" tem as suas letras em inglês e no mesmo estilo do resto do disco, alegre, descontraído, calmo e elegante e com os vocais feminimos muito bem afinados e que dão mais um ar fino ao albúm. As batidas de bossa ficam mais destacadas em algumas canções, em "Fascinatin' Rythym" você consegue perceber isso. Chansong começa com o instrumental e vocais feminimos característicos, quando Tom entra com a voz (em inglês também) e piano, a atmosfera muda um pouco e você consegue perceber a mescla entre bossa e jazz que faltava no disco. "My life is such a mess, let´s have a Brahma" haha..
"Samba Do Soho" tem uma levada bem mais do samba e com letra e vocais de Paulo Jobim.
Os vocais femininos continuam nesse samba aprimorado e elas casam melhor ainda com o estilo que está sendo tocado, há ainda solos de violoncelo, arranjos belíssimos na flauta e um clima bem reconfortante.
"Luiza" chega com seu piano melancólico e a voz de Tom prevalece nessa música que tem um cenário mais triste, mas, por incrível que pareça, você consegue sentir a tranquilidade e alegria de Tom ao gravar esse disco, não sei explicar isso, posso estar falando bobagem pura mas é o que eu sinto ouvindo ela.
Danilo Caymmi canta "Brasil Nativo" com sua voz grave e marcante que dá um toque marcante na música e no disco em si, em mais uma música com vocais femininos (mais graves dessa vez) e uma levada que mistura de novo samba e bossa.
As mulheres puxam "Gabriela" que vem para fechar o disco de forma surpreendente e se você não ouvir ele pelo menos mais uma vez cada música durante o dia, você não vai conseguir dormir direito (sério) e se você não gostou do disco e de nenhuma música que contém nele, então você pode bater o seu ouvido em cima de uma faca de cozinha repetidas vezes, porque você não merece ouvir mais nada!! (mais sério ainda hahahaha)
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