O Pata de Elefante é uma banda brasileira de rock instrumental formada em Porto Alegre.
A banda vem crescendo bastante no cenário independente desde o lançamento de seu primeiro disco, em 2004, e está sempre presente nos principais festivais de música independente do país. O trio já ganhou, em 2009, o VMB de melhor banda instrumental.
"Carpeto Volatore" é a música que da início a esse disco instrumental brasileiro, um slide distorcido puxa a música junto com uma bateria contínua e baixo. Acredito que nos primeiros minutos de música você percebe que a banda já tem uma gama bem grande de estilos que tocam, é possível ver influências do blues, do alternativo, do rock clássico e progressivo. Os licks no slide são muito bem feitos e precisos, e a música tem um peso muito interessante. Uma música surpreendetemente ótima.
A faixa "Solitário" começa com um ar bem anos 80, sabem? Aquela bateria batendo, com um violãozinho no fundo e a guitarra fazendo um solo meloso hahaha. E a música continua dessa forma, apesar de curta, a guitarra tem um som bem marcante e a melodia é bem bonita.
Acho que, por ser uma banda instrumental, muitas músicas tem suas levadas semelhantes. Em "Hey", a base mais rock n' roll entra e acho que todo os instrumentos conseguem equilibrar bem o peso. Não há um instrumento se sobressaindo, apesar da guitarra estar sempre solando. Uma atmosfera meio espanhola está presente nela também, bom, pelo menos me lembrou haha.
A faixa-título tem um estilo diferente de suas antecessoras, com o som de alguns metais acompanhando os outros instrumentos, dando uma bela destacada na música e uma sonoridade muito mais agradável e calma e também.
A curta "Pesadelo Hippie 3" da uma certa tristeza em ser tão curta (47 seg)porque eu realmente gostaria de ouvir ela em uma versão bem longa =/
"Estranha" tem uma introdução meio caipira e a soma disso com o slide resulta numa música bem interessante e com um ritmo mais lento e meio "irônico".
A música "Marta" tem um riff muito pegajoso que se repete durante toda a música, e novamente tem um ritmo mais lento, só que com um ar mais misterioso na canção, com alguns momentos em que fica bem mais pesada, com viradas nervosas na bateria e finalmente retornando ao lento riff.
Uma atmosfera mais alternativa prevalece na "Presente para Mary O", apesar de ter as bases mais puxadas para o alternativo, os solos na guitarra podem lembrar bastante o Surf Music dos anos 60.
"Dorothy" tem um orgão no fundo mais destacado, que faz base para uma guitarra bem melodiosa. Essa é uma daquelas que relaxam você por completo quando você está ouvindo. Uma ótima música também.
"Gigante" sim é um ótimo Surf Music, os acordes cheios de Reverb já dão a entender o estilo da música, mas para diferenciar das tradicionais, essa tem uma bateria bem pesada, diferente do surf music habitual, com uma bateria mais de leve e o baixo acompanhando ou fazendo um riff que segue por toda a música. Nessa o baixo da uma mudada incrível na música, não vou saber explicar como. E o solo de guitarra também é de se admirar, apesar de curto.
"Pesadelo Hippie 4" é uma continuação do 3 (obviamente) e eu acredito que tenha o 1 e 2, mas não ouvi o primeiro disco da banda ainda, então não vou falar nada hahaha.
"Da tua irmão eu também gosto" tem novamente o slide puxando a música, e bateria e baixo dando um ritmo muito country, só quebem mais acelerado e com mais viradas, os licks no slide me lembram bastante os de Billy Gibbons, do ZZ Top. Acho que as melhores músicas desse albúm são as com slide.
"Bolero das Arábias" apesar do nome, tem um som bem agressivo, mesmo sendo uma música lenta e com influências do bolero..faltou bem pouco pra essa faixa não virar outro surf music, faltou mais reverb haha, ótima música também, solos de guitarra muito bem colocados e com oscilações mais "psicodélicas" ou progressivas.
O clima havaiano de "Breve visita de Wilson a Nova Orleans" tem um nível de tranquilidade é soberbo hahaha, nessa música só temos a presença de violões e um slide solando.
"Bang Bang" tem o mesmo estilo de sua antecessora, um clima mais relaxante, só que dessa vez com bateria fazendo o ritmo mais lento. Só que é mais longa que a sua anterior.
Um riff pesadíssimo à lá Dick Dale & His Del Tones dá início à "Satuanograso", outra surf music só que mais pesada que as outras, bastante reverb como sempre, para dar o som único do estilo, provavelmente fizera essa música inspirados no Rei Da Surf Music, Dick Dale. Uma pena ela ser tão curta =/
A música mais longa do disco, com 6:32min de duração, "Don Genaro" é completamente diferente das outras, com influências até da música indiana, podemos ouvir a cítara claramente enriquecendo gradativamente o som da canção. Simplesmente incrível a mistura dos solos de guitarra com a cítara e outros sons indianos mesclando com partes mais psicodélicas, dando um ar bem anos 60, só que contemporâneo. A música indiana é, sem dúvida, uma das mais ricas do mundo. Ah sim, essa música me é familiar também com algumas do The Brian Jonestown Massacre, que tem o mesmo estilo psicodélico dessa faixa.
"Até mais ver" tem um riff bem simpático, e o título da música é bem apropriado, você com certeza vai querer ouvir e "ver" mais sobre essa banda nacional incrível, que com certeza vale a pena ser prestigiada pelos fãs de música de verdade. Uma banda que não mantém nenhum rótulo e toca o que quer do jeito que quer e com uma qualidade de dar inveja em muitos músicos famosos por ae. Recomendo mesmo que procurem ouvir mais essa banda e outros do mesmo gênero!
Download do disco
Abraços obesos!
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Eric Clapton - Slowhand (1977)
Fiquei uns dias sem postar e quem segurou as rédeas foi o Bruno, mas agora que voltei vou falar de um grande albúm de um dos grandes guitarristas de todo o mundo.Slowhand foi lançado em 1977 e é um dos albúns mais conhecidos do Clapton e rendeu vários clássicos que até hoje são indispensáveis nos shows do "Slowhand"
O disco abre com uma música de J.J Cale, "Cocaine" é um dos maiores sucessos de Eric e é obrigatória nas apresentações do músico até hoje, sua melodia simples e pegajosa faz você querer aprende-la na guitarra o mais rápido o possível para poder tocar e improvisar junto o dia inteiro. Engraçado pensar que uma música com uma letra e um nome desses, apesar de ser anti-droga, possa ter feito tanto sucesso comercialmente e etc. Mas que é do cacete, ela é.
Em seguida temos outra obrigatório, e particularmente uma das mais bonitas, "Wonderful Tonight" é uma lenta que Clapton escreveu para sua então esposa (e MUITO disputada entre ele e Harrison) Pattie Boyd. Uma curiosidade sobre essa música é que Eric conta, em sua autobiografia, que a escreveu quando estava nervoso com Pattie porque eles estavam atrasadíssimos para uma festa e fez a música e a letra em menos de 10 minutos enquanto esperava Boyd se aprontar para poderem sair para a festa (a letra da canção fala tudo).
Em seguida temos a country, e que também foi um hit, "Lay Down Sally" tem um ritmo bem tranquilo e um riff diferente dos habituais, ela ao vivo é melhor ainda porque ganha um peso que dá outra sonoridade para ela.
depois temos a "Next Time You See Her" que tem um destaque bem legal dos pianos e do orgão junto com a voz rouca que Eric preferiu usar, um clima muito relaxante o dessa música com um refrão repetitivo e solos não muito rápidos que dão um ar de viagem para o interior
A lenta "We're All The Way"é um daquelas que dá sono mas não deixa de ser muito boa, a voz de Eric nessa, pra mim pelo menos, merece destaque, acho que o jeito que canta essa é bem diferente, mais rouca que o normal.
Logo temos "The Core" que é mais pesada e com vocais femininos e masculinos que se misturam com uma música e um riff que fica tocando até o final da música e um refrão que é muito nostálgico. Temos solos de metais seguidos da guitarra impecável, pesada e ao mesmo tempo recheada de feeling do mestre Clapton nessa música que merece um destaque no disco e que eu nunca vi o Slowhand toca-la em nenhum dos shows, mas você deve até achar nos bootlegs da vida na internet.
"May You Never" começa com um violão e voz de Clapton, aí entra a banda e tem, novamente, um clima bem relaxante e de viagem para o interior com a voz mais calma de Eric.
O slide de "Mean Old Frisco" entra e você sabe que chegou o blues que estava faltando no disco, e a demora é compensada ! Uma música que te faz aumentar o volume no máximo, mesmo não sendo um blues rápido ou coisa assim, ela tem um certo poder sobre o ouvinte, vão por mim! Seu curtíssimo solo de slide executada pelo mestre dispensa comentários, e tudo isso envolto com blues de primeira linha.
A lenta e instrumental (com solos maravilhosos) "Peaches and Diesel " chega para fechar esse albúm que, como muitos outros que postamos nesse blog, é obrigatório para fãs de música boa de verdade.
Abraços obesos!
Download do disco
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
[Vídeo] The Who - Won't Get Fooled Again
Esse vídeo gravado em 1975 pelo The Who, mostra o baterista Keith Moon em sua última aparição registrada ao vivo com a banda nesse show gravado para o documentário The Kids Are Alright, sobre a história deles.
O vídeo, a banda, a música e a genialidade são coisas que nem sei como vou conseguir colocar em palavras aqui nesse post! Basta dizer que na minha opinião esse é o melhor vídeo que eu já vi no youtube e é, provavelmente, o vídeo que eu mais vi!!
A longa introdução de sintetizadores dessa música só servem pra deixar o público mais eufórico pensando em como será a entrada da banda inteira junta na música, e eles conseguem superar todas as expectativas!
Pete pulando, Keith socando tudo, Roger girando o microfone que nem um lunático e John paradão no canto com seu baixo maciço e característico que fez toda a diferença na sonoridade do The Who e ajudou, em níveis altíssimos, a mudar o jeito que o baixo era visto no mundo.
Mas voltando ao vídeo...nem tenho muito o que dizer (como já mencionei anteriormente) só digo que é uma aula pra todo mundo que quer ver como o rock funcionava antigamente e como que se faziam grandes músicas na época em que nada era comercial ainda. Quando a bateria entra no final da música e mostra para todos o que era um baterista de verdade, você fica até bobo e nem tem tempo de registrar direito o que está acontecendo porque a banda volta a toda com Pete fazendo o famoso"power slide", em slow-motion e ao som do grito aterrorizante de Roger Daltrey que coloca qualquer vocalista no chão e faz lamber os pés.
No final do vídeo temos ainda uma demonstração do feito que fez o The Who ficar conhecido nos anos 60, a destruição do palco e dos instrumentos!!
A energia, criatividade, sonoridade, intensidade e genialidade do The Who é uma coisa que nunca será superada por nenhuma banda, acredito eu.
Abraços Obesos!
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